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13 de nov de 2011

Choque de Paz na Rocinha e vidigal

 

           
       » Marcelle Colbert

Operação teve início às 4h e contou com a participação de cerca de 3 mil homens

As comunidades da Rocinha, do Vidigal e da Chácara do Céu, na Zona Sul do Rio, foram pacificadas neste domingo (13/11), sem confronto. Cerca de 3 mil policiais dos Batalhões de Operações Policiais Especiais (Bope) e de Choque e das polícias Civil, Federal e Rodoviária participam da Operação Choque de Paz, que teve início às 4h e contou com o apoio de 7 helicópteros das polícias Civil e Militar, 18 veículos blindados dos Fuzileiros Navais e 6 do Bope. As comunidades foram oficialmente ocupadas pelo Estado às 6h.

- Hoje é um dia histórico para o Brasil. A retomada das comunidades foi realizada com a união das forças policiais públicas, todos trabalhando por um bem em comum. São os três níveis de governo juntos no resgate de comunidades antes dominadas pelo poder paralelo. Os trabalhadores das comunidades agora terão dignidade e paz - afirmou o governador Sérgio Cabral, durante visita feita, nesta manhã, ao 23º Batalhão de Polícia Militar, no Leblon, onde funciona o Centro de Comando e Controle da Operação Choque da Paz.

O governador - que conversou por telefone com a presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois da ocupação das comunidades - ressaltou que Rocinha e Vidigal estão em constante crescimento. Segundo Cabral, os governos federal e estadual irão investir ainda mais nas comunidades com a chegada da paz.

- Estamos realizando um Censo nessas comunidades e constatamos que houve um crescimento da população de 100%: resgatamos cerca de 100 mil moradores na Rocinha e 20 mil no Vidigal. Na Rocinha, abrimos ruas, entregamos uma Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA) e um complexo esportivo, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Faltava a paz - disse Sérgio Cabral.

Depois do processo de retomada dos territórios antes dominados por criminosos, as comunidades receberão a 19ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Estado. De acordo com o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, o efetivo e o número de bases operacionais da nova UPP serão definidos após reconhecimento do terreno pela Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP).

- No dia de hoje, concluímos a segunda fase da operação, que começou no início deste mês. Entregamos áreas que estavam nas mãos do império paralelo há 30, 40 anos. Os trunfos do Estado do Rio são ação combinada e quebra de paradigma territorial. Essa fase inicial se encerra hoje e começa um trabalho mais específico, de vasculhamento nas comunidades. A instalação da UPP será feita de forma gradativa - afirmou o secretário.


Fuzis e granada apreendidos

Até o momento, foram apreendidos na operação da Rocinha 13 armas, entre eles fuzis e metralhadoras, uma granada e 10 rojões utilizados para derrubar helicópteros, sendo que quatro deles já estavam prontos para uso. Mais de 30 motocicletas e um carro também foram recuperados na comunidade. No Vidigal, 16 máquinas caça-níqueis foram encontradas, na manhã deste domingo, na calçada da Rua Olinto de Magalhães.
Durante a coletiva de imprensa realizada no início desta manhã para anunciar a ocupação da Rocinha, do Vidigal e da Chácara do Céu, o coronel Pinheiro Neto pediu que a população das comunidades pacificadas colaborasse com informações sobre a localização de criminosos e de depósitos de armas e drogas. Denúncias podem ser feitas pelo 2253-1177 (Disque-Denúncia), 190 (Polícia Militar) ou 2332-9915 (Gabinete da Chefe de Polícia Civil).

- Essa é uma oportunidade única para os moradores dessas comunidades, e tenho certeza de que o resultado vai ser positivo com a parceria da população. Essa é a nova fase da operação, que começou há 13 dias. A próxima etapa será a busca por criminosos que por ventura tenham conseguido deixar as localidades onde estamos trabalhando - afirmou o coronel, que estava acompanhado da chefe de Polícia Civil, Martha Rocha.

Integração pela paz

Cerca de mil homens da Polícia Militar (PM), incluindo efetivos dos Batalhões de Operações Policiais Especiais (Bope) e de Polícia de Choque (BPChoque), atuam diretamente nas três comunidades, juntamente com 194 Fuzileiros Navais, 160 agentes da Polícia Federal (PF) e 46 agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A Polícia Civil está presente na Operação Choque de Paz com 186 policiais. Treze unidades de cães farejadores da PM também participam da ocupação. Outros 1,3 mil homens estão mobilizados no apoio à Operação em diferentes pontos da cidade.

A Operação Choque de Paz também conta com o apoio direto de 40 agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), 20 guardas municipais e 37 soldados do Corpo de Bombeiros. Seis ambulâncias e 485 viaturas da PM e 96 da Polícia Civil também estão mobilizadas na Operação. A PF está usando 15 viaturas e a PRF 13. Nove carros do Corpo de Bombeiros estão a postos.

Policiais foram aplaudidos

Momentos antes da ação na maior comunidade da América Latina, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, conversou com a tropa de policiais do Bope. O secretário motivou os policiais que participam da ocupação, quando parte dos tanques partiram do 23º Batalhão de Polícia Militar, no Leblon. Moradores do bairro também acompanharam a partida da tropa, que foi aplaudida. No Vidigal, estão a Polícia Civil e o Choque.
fonte governo- noticias rj

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