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1 de dez de 2011

No dia mundial de combate a AIDS saude realiza teste de HIV

Saúde realiza testes para detectar vírus HIV e destaca importância dos preservativos


No Dia Mundial de Luta Contra a Aids, a prevenção chegou a um dos pontos de maior circulação de pessoas na cidade do Rio: a Central da Brasil. A campanha Fique Sabendo - promovida pela Secretaria de Saúde - começou, nesta quinta-feira (1/12), realizando testes rápidos para detectar o vírus HIV.

- A demanda da população impressionou. Isso reforça a necessidade de ações como esta. A pessoa chega e em, no máximo, 40 minutos tem o resultado do teste. Caso o exame dê positivo, o paciente já sai daqui com todas as orientações sobre como iniciar o tratamento. Fazer essa ação na Central do Brasil é emblemático porque atende a todo tipo de pessoa já que, atualmente, a Aids não tem cara. A doença atinge pessoas de diferentes classes sociais, cor e sexo – afirmou o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Saúde, Alexandre Chieppe.

O objetivo da campanha é incentivar a população a realizar, de forma consciente e espontânea, o teste. Mas quem foi fazer o exame encontrou muito mais. No estande, a equipe da Secretaria de Saúde tirou dúvidas sobre a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, sobre medidas de prevenção, além de distribuir preservativos.

A campanha continuará nesta sexta-feira (2/12), das 9h às 17h, com a realização dos testes rápidos para detectar o vírus HIV. O teste é gratuito e também pode ser feito nas unidades de saúde do Estado e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

Instituído pela Assembleia Mundial de Saúde, o Dia Mundial de Luta contra a Aids, este ano, tem como slogan “A Aids não tem preconceito”. O objetivo é chamar a atenção da população de jovens gays, grupo em que a incidência da doença tem crescido.

Combate ao preconceito contra o portador de HIV

Paralelamente à campanha da Secretaria de Saúde, o programa Rio Sem Homofobia, da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, deu início a mais uma ação voltada para a população LGBT: a instalação de dispensadores de camisinhas. Os preservativos poderão ser obtidos gratuitamente por gays cadastrados nos três Centros de Referência da Cidadania LGBT. As unidades, localizadas na Central do Brasil; Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; e Nova Friburgo, na Região Serrana, vão oferecer 50 mil camisinhas por mês gratuitamente.

Nesta quinta-feira, as Secretarias de Assistência Social e de Transportes formaram um grupo de trabalho para adotar medidas de combate ao preconceito contra portadores de HIV e discutir a possibilidade de ampliação do Vale Social, que oferece gratuidade nos transportes públicos viabilizando que os pacientes com Aids possam realizar o tratamento de controle da doença.

- Uma das medidas é realizar uma campanha educativa com usuários e profissionais que atuam nos transportes públicos para combater o preconceito contra os portadores da doença, que, muitas vezes, são estigmatizados. Apoiamos também a campanha na área de Saúde para a realização do teste de HIV porque o diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento da Aids – disse o superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, Claudio Nascimento.

Mesmo com avanços tecnológicos e campanhas educativas, os números da Aids ainda são preocupantes. Segundo o Ministério da Saúde, até junho de 2011, foram registrados 608.230 casos no país. No Estado do Rio, foram notificados 70.656 casos, desde o início da epidemia, em 1982, até 30 de setembro de 2011. A capital e parte da Região Metropolitana são responsáveis por 85% desses casos.

Nos últimos anos, as maiores taxas de incidência foram observadas nas regiões da Baía da Ilha Grande, na capital fluminense e na Região Metropolitana I, formada por municípios da Baixada Fluminense. Do total de casos no estado, 67,2% são homens e 32,8% são mulheres.
fonte governo rj

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