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3 de out de 2012

Bope foca na saúde preventiva dos policiais

               Com atendimento multidisciplinar, projeto será levado a outras unidades da PM


O Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) inova ao oferecer atendimento médico multidisciplinar dentro da sua unidade, em Laranjeiras. Formada no início do ano, a equipe reúne 26 profissionais, entre médicos, enfermeiros, paramédicos, dentista, nutricionista e psicólogos, que estão focando, principalmente, na saúde preventiva da tropa, já que o atendimento emergencial em operações sempre existiu.

Cerca de 90% da tropa – composta por 430 policiais – já foi avaliada. Os policiais foram submetidos a uma bateria de exames clínicos e laboratoriais. Nessa primeira avaliação global dos policiais já foi possível perceber os sinais mais frequentes: colesterol e triglicérides altos, sobrepeso, além de problemas osteomusculares (coluna e joelhos) – principal razão de afastamento de policiais do serviço no ano passado.

Do ponto de vista odontológico, o bruxismo (ranger dos dentes) é o caso mais comum entre os militares. – Quem foi detectado como população de risco está recebendo acompanhamento. Nosso objetivo é evitar doenças que possam afastar o policial do trabalho, melhorando também a desempenho do militar para, ao final de 30 anos de serviço, devolvê-lo nas melhores condições de saúde – afirmou o capitão Edgard Porto, médico do Bope.

Os policiais acima do peso, que passaram por avaliação na campanha “Bope na medida certa”, já estão seguindo novas orientações de alimentação e fazendo exercícios no batalhão.

– Já tem 35 policiais fazendo dieta e que serão reavaliados a cada 30 dias – disse o tenente William Correa, nutricionista da tropa.

O atendimento odontológico dos policiais está sendo realizado, provisoriamente, no Hospital da PM em Niterói, até que o Posto Médico Avançado seja construído no batalhão. O dentista da equipe, capitão Marcio Ribeiro, está responsável por outra importante tarefa.

– Estamos fazendo um mapeamento dente por dente de cada policial. O objetivo é possibilitar a identificação dos PMs. Essa análise é como se fosse um DNA do paciente – explicou o dentista.

Psicólogos de plantão atuam em treinamentos e consultas

Os policiais que necessitam de atendimento psicológico individual contam com duas profissionais no batalhão. No entanto, isso é raro de acontecer. O mais comum é as psicólogas atuarem em treinamentos gerais, desenvolvendo habilidades, ou específicos, como trabalhar a atenção de snipers (atiradores de elite), e capacidade de negociação, no caso dos policiais que atuam em situações com refém.

O problema mais comum é o estresse, que é necessário ao exercício da função de policial para que ele se mantenha alerta, mas que, em excesso, pode causar problemas de saúde.

– Nosso objetivo é desenvolver a capacidade de gerenciar risco e pressões de forma que isso não venha a repercutir negativamente na vida do policial, até mesmo na saúde física – afirmou a capitã Bianca Cirilo, psicóloga do Bope.

fonte gov-rj - Priscilla Souza

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