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21 de fev de 2013

Rio ganha Centro Estadual de Transplantes

                                                                                       Bruno Itan
 
O Rio de Janeiro ganhou, nesta quinta-feira (21/02), o Centro Estadual de Transplantes, no Hospital São Francisco de Assis, na Tijuca. O governador Sérgio Cabral, o vice-governador Luiz Fernando Pezão, e o secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, inauguraram o espaço, que terá capacidade para realizar em torno de 300 procedimentos por ano. A unidade é a primeira estadual credenciada como transplantadora.


O centro estadual de tranplantes terá capacidade para realizar em torno de 300 procedimentos por ano

Com investimento de R$ 3 milhões, o Centro Estadual de Transplantes conta com centro cirúrgico com cinco salas e aparelhos para realizar procedimentos de alta complexidade, UTI e ambulatório. O espaço começa fazendo transplantes de fígado e rins e, posteriormente, pâncreas. Os serviços serão coordenados pela mesma equipe responsável pelos transplantes no Hospital Geral de Bonsucesso, do governo federal. Desde o último dia 5, os pacientes têm sido convidados a passar o tratamento para a nova unidade.

- Nos últimos dois anos, o Rio de Janeiro registrou o maior avanço nacional na área de doação de órgãos, ocupando o terceiro lugar no ranking. Agora, nosso foco é a realização de cirurgias de transplantes. Com a inauguração, o objetivo é oferecer um crescimento progressivo no número de procedimentos que eram feitos pela equipe do Hospital Geral de Bonsucesso - afirmou Sérgio Côrtes.

Coordenador de transplantes de fígado do Centro Estadual, Lúcio Pacheco destacou que ano passado a equipe realizou 68 cirurgias. Com as novas instalações, a meta é chegar a cem. Para os procedimentos de rim, a equipe espera chegar a 200 transplantes em 2013.

- Essa é muito maior do que a capacidade que tínhamos em Bonsucesso. Vamos absorver todos os pacientes em pré-transplante, todos os que precisam de transplante e todos os que já foram transplantados - explicou.

De acordo com Pacheco, o Centro Estadual de Transplantes contará com atendimento ambulatorial todos os dias da semana, de manhã e de tarde, e um dia para a triagem de quem vai à unidade pela primeira vez. Os pacientes precisam de um encaminhamento de alguma unidade de saúde ou de um médico afirmando que ele precisa de um transplante. Com isso, uma consulta será marcada.

Em tratamento há seis anos, o aposentado Edvaldo Figueiredo, de 64 anos, é o oitavo da fila de espera por um fígado. Há alguns dias, ele conheceu as novas instalações do Centro de Transplantes.

- O hospital é muito bom, excelente. Estou satisfeito com o tratamento e espero conseguir um fígado o mais rápido possível, para trocar esse aqui - contou.

Fonte governo -rj
Danielle Moitas

 

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