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6 de set de 2013

Campeão Paralímpico Yohansson Nascimento

 



 
Ouro e prata em Londres, atual campeão e recordista mundial dos 200m disputou corridas e falou sobre sua trajetória a crianças da Vila do Mato Alto
 
Rio de Janeiro, Brasil: 6 de setembro de 2013: A contagem regressiva para os Jogos Paralímpicos Rio 2016 chega à marca de três anos neste sábado, dia 7, e a perspectiva de uma edição memorável aumenta o clima de festa em torno da data: com um recorde de 4.350 atletas na briga por medalhas em 22 esportes, os primeiros Jogos Paralímpicos na América do Sul serão também os maiores da história.
De Buenos Aires, Argentina, onde participa da 125ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional, o Presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 (Rio 2016), Carlos Arthur Nuzman, falou sobre o poder transformador dos Jogos:
“O compromisso de promover a transformação através do esporte está no coração do projeto Rio 2016. Para os Jogos Paralímpicos, isso significa uma mudança na percepção em relação às pessoas com deficiência e uma melhoria dos padrões de acessibilidade. Como Comitê Organizador, pretendemos estabelecer novos padrões e dar um exemplo positivo para o país”, disse. “Esporte Paralímpico é esporte de alto rendimento. É habilidade, talento, comprometimento, dedicação, paixão, excelência. Sem dúvida, os Jogos Paralímpicos têm todos os ingredientes capazes de inspirar pessoas ao redor do mundo.”
O marco de três anos para os Jogos foi celebrado nesta sexta-feira reunindo o velocista brasileiro Yohansson Nascimento, atual campeão Paralímpico e mundial dos 200m T46 e recordista mundial da prova na classe T45, e mais de 100 crianças com e sem deficiência na Vila Manoel José Gomes Tubino, no Mato Alto, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
Yohansson foi uma das estrelas da vitoriosa campanha da equipe brasileira nos Jogos Paralímpicos Londres 2012 ao conquistar a medalha de ouro nos 200m e a prata nos 400m T46, para atletas com amputação nos membros superiores. Ainda roubou a cena protagonizando dois dos momentos mais memoráveis da competição, primeiro ao pedir a namorada em casamento mostrando um bilhete para as câmeras de TV após a vitória nos 200m e, depois, ao cruzar a linha de chegada dos 100m em último lugar, arrastando-se em função de uma lesão.
Durante o encontro desta sexta, o velocista, que nasceu sem as duas mãos, falou às crianças sobre sua trajetória no esporte:




“Todos temos dificuldades, independente de termos deficiência ou não. O que vai determinar a sua trajetória é como você lida com as dificuldades. Basta acreditar no seu sonho e se dedicar ao que está fazendo. No meu caso, qualquer sacrifício vale para representar o Brasil.”
Como esporte de alto rendimento era o tema do encontro, que contou ainda com apresentações sobre os Jogos Paralímpicos, o brasileiro partiu para a pista e disputou uma série de baterias de 50m com as crianças da Vila do Mato Alto. Os programas esportivos da Vila incluem pessoas com deficiência e a participação na atividade emocionou tanto o campeão quanto os aspirantes a atletas.
A Gerente de Integração Paralímpica do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Mariana Mello, falou sobre os Jogos Paralímpicos, como foram criados e os valores de determinação, inspiração, coragem e igualdade que são as bases do Movimento Paralímpico:
 “Os atletas Paralímpicos são um exemplo fantástico para essas crianças. Eles representam a superação, a dedicação e a força de vontade necessárias para conquistar nossos sonhos. Experiências como esta as farão adultos melhores, mais aptos a entender e lidar com as diferenças.”
O Gerente de Acessibilidade e Sustentabilidade da Empresa Olímpica Municipal, Luiz Pizzotti, apresentou os avanços já obtidos e planejados no Rio de Janeiro nos campos da inclusão e acessibilidade:
“Os conceitos de acessibilidade estão permeando os projetos da Prefeitura como um todo; não se restringem aos locais dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Um dos objetivos na preparação da cidade para os Jogos é promover a cultura de acessibilidade total, para que esta seja incorporada também a projetos futuros.”
No último ano, os preparativos para os Jogos Paralímpicos avançaram em diversos aspectos. A área de Integração Paralímpica do Rio 2016 foi incorporada pelo Departamento de Esportes e Agberto Guimarães passou a ser Diretor Executivo de Esportes e Integração Paralímpica, garantindo ao Movimento Paralímpico assento na Diretoria Executiva do Comitê Organizador e reforçando a integração ao planejamento das competições e instalações esportivas para os Jogos.
O Rio 2016 conduziu uma avaliação técnica completa dos locais de competição e de 60 locais de treinamento pré-Jogos para gerar recomendações que garantam as melhores condições de acessibilidade. Os cerca de 75 novos hoteis sendo construídos na cidade já contarão com pelo menos 5% de quartos acessíveis.
O Comitê Organizador também vai produzir um programa que ajude no desenvolvimento de esportes Paralímpicos na América do Sul com consultoria da Fundação Agitos, do IPC.
Na cidade, já são cerca de 1.800 alunos com deficiência atendidos por mais de 40 professores especializados nas vilas esportivas da Prefeitura, como a do Mato Alto, onde foi realizado o evento desta sexta.
A Prefeitura renovou o compromisso de manter o Time Rio Paralímpico, com o apoio a 20 atletas e quatro guias em quatro esportes: atletismo, paracanoagem, natação e judô.
Os Jogos Paralímpicos tem tido ainda sucesso em garantir apoio comercial e já contam com sete patrocinadores oficiais de nível 1 - Atos, Bradesco, Bradesco Seguros, Claro, Embratel, Nissan e Omega – e o primeiro apoiador (nível 2) – a Sadia. No fim de 2012, a Nissan anunciou a equipe de atletas que apoiará diretamente na preparação para os Jogos Rio 2016 e incluiu seis atletas Paralímpicos.
Os próximos passos nos preparativos para os Jogos serão o lançamento dos pictogramas dos esportes Paralímpicos e do Guia de Acessibilidade do Rio 2016.

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