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2 de set de 2013

Escadaria Selarón


Falecido em janeiro deste ano, o artista plástico chileno Jorge Selarón criou um dos pontos mais procurados pelos turistas que visitam a Lapa, a escadaria Selarón, na Rua Joaquim Silva, tombada pela Prefeitura do Rio em 2005. Obra de arte até então aberta - ele modificava a configuração dos azulejos a todo momento -, a escadaria nunca havia sido fielmente documentada para posterior preservação.
Até o mês de agosto, quando técnicos da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Seconserva) concluíram o levantamento planimétrico da famosa escadaria de azulejos. A obra de arte passou por um mapeamento minucioso: cada peça, rejunte, fachada, degrau e superfície plana foi analisada e catalogada.

A gerente de Monumentos e Chafarizes da Seconserva e coordenadora do projeto, Vera Dias, explicou a importância do serviço que levou quatro meses para ser realizado:



— O armazenamento de imagens garantiu a preservação da memória da obra de arte e nos dá condições de fazer, quando for necessário, um serviço de manutenção bem específico, respeitando a característica original do trabalho desenvolvido por Selarón.

 

O primeiro passo do levantamento planimétrico foi aferir os ângulos e a superfície do espaço, com ajuda de um teodolito, aparelho óptico apropriado para medir superfícies relativas. Após ter as medidas corretas, as peças foram fotografadas uma por uma para serem reproduzidas em desenhos de escala real.




— O trabalho é tão detalhado que até a medida de um caco de azulejo tem que aparecer no desenho, assim como todos os rejuntes. Nada escapou aos olhos de nossos especialistas, devido à exigência pormenorizada do serviço, que observou e catalogou milhares de pedacinhos — completou Vera Dias, que liderou uma equipe formada por arquiteto, desenhista, fotógrafo e topógafo.

 

Com 215 degraus e 125 metros de comprimento, a Escadaria Selarón (também conhecida como Escadaria do Convento de Santa Teresa) liga a Lapa ao bairro de Santa Teresa, com acesso pela Rua Teotônio Regadas. A estimativa indica que o artista plástico Jorge Selarón utilizou milhares de peças para compor o mosaico de azulejos inteiros ou em cacos, originários de vários países do mundo.


Boa parte dos azulejos foi obtida em demolições, compradas, presenteadas ou criadas pelo próprio artista, que constantemente acrescentava ou retirava uma peça da obra até morrer em 10 de janeiro. A Escadaria Selarón foi tombada pela Prefeitura do Rio em 2005, ano em que o artista recebeu o título de cidadão honorário do Rio.

Fonte:prefeitura-rj

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