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11 de out de 2013

Parada Gay 2013




Pelo terceiro ano consecutivo, a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio de Janeiro (CEDS-Rio) estará presente, neste domingo (13/10), das 10h às 16h, na 18ª Parada do Orgulho LGBT, em Copacabana.

 
Uma exposição com as ações e campanhas realizadas até hoje pela CEDS-Rio será montada no lounge Rio Sem Preconceito CEDS/SMS situado na Avenida Atlântica, entre as Ruas Sá Ferreira e Almirante Gonçalves, na altura do Posto 5. Neste mesmo espaço será disponibilizado à imprensa presente na cobertura da Parada um centro de mídia com computadores e acesso à internet para facilitar a transmissão de informações do evento em tempo real.
 
Serão exibidas em seis totens as ações realizadas pela CEDS, desde que foi criada, em fevereiro de 2011. "Somente ao conhecer nossos direitos, podemos exercer nossa cidadania de maneira plena. Convidamos a população para ver um pouco do nosso trabalho, que visa a garantir a defesa dos cidadãos e cidadãs vítimas de preconceito e crimes de ódio", explica Carlos Tufvesson, coordenador especial da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio.
 
O programa Rio Sem Preconceito, as campanhas Rio Carnaval Sem Preconceito, o Prêmio Rio Sem Preconceito, o Projeto DAMAS – de inserção social e profissional de travestis e transexuais – e a exposição "Mães Pela Igualdade" serão algumas das realizações presentes na mostra.
 
Além destas atividades, o lounge Rio Sem Preconceito contará com a distribuição de preservativos e a participação de profissionais da Secretaria Municipal de Saúde. Será possível saber mais sobre o programa de atenção básica de saúde do município, as Clínicas da Família, além da campanha de prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Esta ação, em dezembro de 2012, testou 42 mil cidadãos em HIV e sífilis.
 
- No espaço, o público presente na Parada poderá conhecer sua unidade de atenção primária de referência, onde é possível realizar consultas, exames, vacinação, retirar medicamentos e insumos, além de receber informação sobre promoção e prevenção. O município do Rio é pioneiro no cuidado com o Programa de Atenção Integral à Saúde da População de Transexuais e Travestis. As Clínicas da Família asseguram a esse grupo assistência à saúde. É o reconhecimento do direito constitucional à saúde a todos os cidadãos e cidadãs, como preconiza o SUS -  informa Hans Dohmann, secretário municipal de Saúde.
 
Apesar das ações e mobilização crescentes no Brasil contra os crimes de ódio em geral, os números da violência contra a população LGBT são alarmantes. Para se ter ideia, de acordo com dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em 2012 registrou-se um aumento de 46% (quarenta e seis por cento) de crimes contra os LGBTs.
 
A intolerância não se restringe ao grupo de LGBTs. As mulheres, por exemplo, também estão na roda viva da violência. E de forma crescente. Dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), publicados recentemente, dão conta de que a cada 90 minutos morre uma mulher no país.
 
O Brasil ainda amarga uma triste estatística, que mostra que as denúncias de intolerância religiosa cresceram mais de sete vezes em 2012 em relação ao ano anterior.
 
- Só a união de todos os cidadãos pode reverter esse quadro de intolerância que se abate sobre nosso país - alerta o coordenador da Ceds, Carlos Tufvesson.
 
Daí a necessidade, segundo o coordenador, de programas de amplo de combate a todo e qualquer tipo de discriminação. Tufvesson reforça a importância de que cada um tome para si a luta contra a discriminação:
 
- Eu não preciso ser negro para lutar contra o racismo. Não preciso ser mulher para lutar contra o machismo. Não preciso ser judeu para lutar contra o antissemitismo. E você não precisa ser gay para lutar contra a homofobia.


Fotos: Alexander Mendes
Prefeitura-rj

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