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3 de abr de 2014

Museu de Arte do Rio recebe prêmio internacional de arquitetura


O Museu de Arte do Rio (MAR), instalado na Praça Mauá, no Centro, conquistou na última quarta-feira (02/04) o título de melhor construção de 2013 na categoria Museu, pelo voto popular do Architizer A+ Awards, o maior prêmio internacional de arquitetura do mundo. Inaugurado em 1º de março de 2013, o MAR representa um dos marcos do Porto Maravilha, programa de revitalização da Região Portuária que está transformando uma área de 5 milhões de metros quadrados.


- Este prêmio internacional para a arquitetura do Museu de Arte do Rio é um coroamento para os esforços da prefeitura de promover a revitalização do Porto, em dar significado cultural à nova Praça Mauá que está surgindo e em promover a arquitetura carioca. O MAR é um prédio especial. É a união do passado com o presente, preparando-se para um futuro melhor. É uma magnífica restauração do Palacete Dom João VI, um bem tombado municipal, e é também uma nova solução arquitetônica, leve, criativa e humana. Não é à toa que o MAR venceu no júri popular do Prêmio Architizer . Ele é um sucesso com a população de todo o Rio que já desenvolveu uma relação afetuosa e de intimidade com o museu. O MAR é um sucesso absoluto - declarou o presidente do Instituto Rio do Patrimônio da Humanidade (IRPH), Washington Fajardo.

Concebido pelo escritório Bernardes + Jacobsen Arquitetura, o MAR concorreu com os museus Heydar Aliyev Center (Azerbaijão), The New Rijksmuseum (Holanda), Zhujiajiao Museum of Humanities & Arts (China) e Danish Maritime Museum (Alemanha), que foi o vencedor pelo voto do júri técnico.

O Architizer A+ Awards é dividido em 60 categorias e conta com duas fases, sendo a primeira, quando um júri composto por 200 profissionais da área elege os cinco finalistas de cada grupo, e a segunda, em que o vencedor é escolhido por voto popular. 




O Museu de Arte do Rio possui cerca de 15 mil metros quadrados e ocupa dois prédios de perfis heterogêneos e interligados: o Palacete Dom João VI, tombado e eclético, e o edifício vizinho, de estilo modernista, que já abrigou um terminal rodoviário. O antigo palacete abriga as salas de exposição do museu. O prédio vizinho dá vida à Escola do Olhar, ambiente voltado para formação de educadores da rede pública de ensino, uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME). A união dos edifícios é realizada por uma passarela, que conecta o quinto andar da Escola ao terceiro do pavilhão de exposições, e a cobertura fluida em forma de onda, sustentada por 37 pilares dispostos sobre os dois prédios.
 
De acordo com o arquiteto Paulo Jacobsen, do escritório carioca Bernardes + Jacobsen, o grande desafio na concepção do projeto do MAR foi unir dois edifícios tão diferentes, criando uma identidade arquitetônica própria:
 
- Precisávamos conectar no projeto duas construções antagônicas, estabelecendo uma harmonia entre elas. Para conseguir isso, demos ao prédio da Escola do Olhar uma estética mais contemporânea e neutra. Os dois prédios foram ligados por um terceiro elemento, poético e carregado de significado, que é a cobertura fluida – explicou.
 
A concepção do museu foi uma iniciativa da Prefeitura do Rio com o apoio da Fundação Roberto Marinho e patrocínio da Companhia Vale e das Organizações Globo. Além disso, o MAR conta com o apoio também pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro e do Ministério da Cultura, por meio da Lei 

PREFEITURA-RJ
Autor: Juliana Romar / Fotos: Raphael Lima e J.P. Engelbrecht

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