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9 de jun de 2014

Brasil x Chile




Após empate em 1 x 1 no tempo normal e 30 minutos sem gols na prorrogação, o Brasil venceu o Chile por 3 x 2 na disputa de pênaltis da partida disputada no Mineirão, em Belo Horizonte.
O goleiro Julio César pegou duas penalidades. David Luiz, Marcelo e Neymar converteram as cobranças. Mesmo com Willian e Hulk desperdiçando, o chileno Jara acertou a trave na quinta cobrança e definiu a classificação brasileira.

"Representar nosso país em casa é uma pressão muito forte. Quatro anos atrás eu dei uma entrevista muito triste, chateado, emocionado com a eliminação diante da Holanda. Tô repetindo a entrevista, mas com felicidade. Só Deus e a minha família sabem o que passei e passo até hoje. Mas eu sei que minha história na Seleção não acabou. Faltam três passos", disse, entre lágrimas, o goleiro Julio César. "Ontem no treino senti as costas justamente na hora de treinar pênaltis. Joguei com dor mas não poderia ficar fora", afirmou o zagueiro David Luiz.

Com o resultado, obtido diante de 57.714 torcedores no Mineirão, o Brasil espera o vencedor do duelo entre Colômbia x Uruguai, no Maracanã, a partir das 17h, para conhecer o adversário das quartas de final. O confronto será em Fortaleza, no Castelão, no dia 4 de julho, a partir das 17h. Para Felipão, um desfalque certo é o volante Luiz Gustavo, que levou o segundo cartão amarelo e terá de cumprir suspensão no próximo jogo.  

O jogo

Com a bola rolando, os primeiros 90 minutos foram de períodos bem distintos. No primeiro, o Brasil criou mais, abriu o marcador e poderia ter ampliado em pelo menos três chances claras. Mas a Seleção Brasileira cometeu um vacilo numa saída de bola pela lateral esquerda e permitiu a igualdade chilena, num chute cruzado de Alexis Sánchez, aos 31 minutos. Na segunda etapa, os chilenos foram bem melhores. Fizeram a bola andar, dominaram o meio de campo e tiveram uma chance clara, defendida por Júlio César. No tempo extra, o Brasil pressionou, mas a melhor chance foi chilena, num chute no travessão de Pinilla no fim da segunda etapa.

O jogo também teve lances polêmicos. Logo aos 12 minutos, Hulk tabelou com Neymar e invadiu a área com a bola dominada, mas sob marcação do zagueiro Isla. O brasileiro caiu na área e o árbitro Howard Webb mandou o jogo seguir. Na segunda etapa, o mesmo Hulk dominou a bola no ombro e anotou o que seria o segundo gol brasileiro. O árbitro anulou, argumentando toque de mão, e deu cartão amarelo ao jogador brasileiro.

Gol 

Aos dezoito minutos da primeira etapa, o Brasil chegou ao primeiro gol. Neymar bateu o escanteio, Thiago Silva desviou na primeira trave e a bola sobrou para a dividida entre David Luiz e o zagueiro Jara, e acabou entrando. A FIFA anotou o gol para o defensor brasileiro.

O jogo parecia controlado, mas num arremesso de lateral de Marcelo devolvido sem força por Hulk, o chileno Vargas foi mais rápido, tocou para dentro da área e pegou a zaga brasileira desprevenida. Alexis Sánchez dominou e chutou rapidamente, antes da chegada de Thiago Silva. A batida na diagonal entrou no canto direito do goleiro Júlio César e igualou o marcador, aos 31 minutos.

Com a igualdade, o Brasil se lançou à frente com mais ênfase. Neymar, numa cabeçada aos 35 minutos, acertou o gol, mas a bola desviou em Silva e foi para escanteio. Daniel Alves, num chute forte da entrada da área, obrigou o bom goleiro Bravo a espalmar para escanteio aos 42 minutos.  Aos 43 minutos, a bola sobrou para Fred após uma dividida entre Neymar e a zaga, mas o atacante pegou desajeitado, com a perna esqueda, e chutou para fora. No fim do primeiro tempo, uma saída de bola errada permitiu ao Chile chegar à cara do gol brasileiro mais uma vez, mas Júlio César e a zaga conseguiram conter o ataque. 

Na segunda etapa, os chilenos controlaram a posse de bola e dominaram o meio de campo. O Brasil ficou acuado, Júlio Cesar fez uma belíssima defesa após triangulação pela direita do ataque. O goleiro Bravo também teve boa atuação numa conclusão de Hulk e Jô quase chegou numa bola após cruzamento de Hulk. Neymar, muito marcado, pouco conseguiu criar. Já no tempo extra, o Brasil dominou, mas o grande lance saiu dos pés do chileno Pinilla, que chutou forte, da entrada da área, e acertou o travessão de Júlio César. 

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