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10 de jul de 2014

Lagoa se prepara para receber os Jogos Olímpicos de 2016


Um dos mais belos cartões postais do Rio e palco de duas modalidades esportivas - canoagem de velocidade e o remo - nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, em 2016, a Lagoa Rodrigo de Freitas recebe diariamente uma atenção especial da Prefeitura do Rio.
Através do monitoramento 24h, são obtidos diagnósticos da qualidade da água voltados para as práticas recreativas, esportivas e para a vida aquática, permitindo assim uma rápida ação em situações de vulnerabilidade e desequilíbrio.

Localizada a dez minutos das praias de Ipanema e Copacabana e próxima aos bairros da Gávea, Jardim Botânico e Leblon, na Zona Sul, a Lagoa possui um Centro de Gestão Ambiental que monitora o nível de proteção das comunidades aquáticas, a qualidade da água, as condições meteorológicas do dia, a variação do nível da lagoa, o manejo das comportas existentes nos canais do Jardim de Alah e nas avenidas Visconde de Albuquerque e General Garzon (zonas de ligação com o mar), e os pontos de lançamento de efluentes (óleos, esgoto, produtos químicos e outros).

 
- Temos dois tipos de monitoramento: o pontual, feito em seis pontos marcados georreferenciados (estações de amostragem) na lagoa, em que duas vezes por semana coletamos água e fitoplâncton, para análises de laboratório; e o contínuo, que nos deixa com olho na lagoa de meia em meia hora, feito através de uma sonda multiparamétrica instalada na boia no centro da lagoa, que mostra resultados de parâmetros físico-químicos, totalmente associados à qualidade de vida da fauna da lagoa, e nos permite ver a variação que está ocorrendo – explicou a gerente de Monitoramento de Água e Ambientes Costeiros da Secretaria municipal do Meio Ambiente (SMAC), Vera Oliveira.

 
Os dois tipos de monitoramento visam ao acompanhamento das alterações físicas, químicas e biológicas decorrentes de atividades ligadas à ação humana e de fenômenos naturais, que podem comprometer a qualidade da água para proteção das comunidades aquáticas, e as práticas à recreação de contato secundário (pesca artesanal, atividades desportivas, pedalinhos e barcos destinados a passeios turísticos e educação ambiental).

O objetivo do Centro de Gestão Ambiental é ter informações relevantes para agilizar e uniformizar as ações necessárias às respostas de controle e combate às ocorrências anormais, evitando danos ao meio ambiente e retomando o equilíbrio ambiental e as atividades cotidianas.

O principal parâmetro de qualidade da água monitorado é o Oxigênio Dissolvido, por ser essencial à manutenção e proteção das comunidades aquáticas. Também são monitorados continua e pontualmente os parâmetros temperatura, turbidez (medição da resistência da água à passagem de luz), salinidade, pH e clorofila.

As condições climáticas, que também influenciam nas alterações da qualidade da água da Lagoa, são acompanhadas através de uma estação meteorológica instalada no Lagoon, que avalia a pluviosidade, radiação solar, umidade e temperatura do ar, pressão atmosférica, velocidade e direção dos ventos.


- Por causa dessa condição favorável de nos deixar saber tudo o que acontece na lagoa o tempo todo é que podemos tomar decisões antes da ocorrência. Quando o oxigênio cai muito, já prevemos um estado de desequilíbrio e possível estado crítico. Automaticamente os responsáveis e órgãos envolvidos (Rio-Águas, Meio Ambiente e Comlurb) são avisados -   explica Vera.

Para informar os atletas sobre as condições da água para as práticas esportivas, há dois tipos de classificações: "própria" ou "imprópria", conforme dispõe a Resolução CONAMA 357/2005. Já em relação à vida aquática, a água também recebe três classificações divulgadas em dois pontos às margens da Lagoa, nos Parques dos Patins e Cantagalo (junto aos Pedalinhos) com o hasteamento de bandeiras nas seguintes cores: Verde (Estado de Equilíbrio), Amarela (Estado de Alerta) ou Vermelha (Estado Crítico). Junto aos mastros estão afixados painéis explicativos sobre o significado de cada bandeira.

Além da divulgação local, os resultados do monitoramento são publicados diariamente em boletins informativos do Centro de Operações Rio e no site da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, com informações sobre a variação do nível da lagoa, o diagnóstico da qualidade da água, o manejo das comportas e produção pesqueira, as condições meteorológicas e etc.

 
Responsável por parte das ações que compõem a Gestão Ambiental do Sistema da Lagoa Rodrigo de Freitas, a Fundação Rio-Águas (Secretaria Municipal de Obras) cuida do manejo das comportas e da vistoria das galerias de águas pluviais que desembocam no sistema da Lagoa.

- Se amaré sobe, as comportas são abertas para poder encher a lagoa, e se baixa, são fechadas para não esvaziar. No verão a temperatura da água da lagoa passa de 30° C e essa alta ajuda a expulsar o oxigênio dissolvido. Por isso, muitas vezes, se a oxigenação está baixa, as comportas também ficam abertas o máximo de tempo possível para poder entrar bastante água com temperatura mais baixa (do mar) e evitar a mortandade de peixes. A questão da operação de gestão de comporta aberta e fechada inclui ainda a drenagem do entorno da Lagoa, para evitar as cheias – disse o coordenador de Recursos Hídricos, Alexandre De Bonis.

 
Para os Jogos de 2016, De Bonis afirma que o monitoramento que está implantado atualmente atende perfeitamente e permite a tomada de decisão imediata em caso de qualquer acontecimento durante o evento:

- O verão tem o fator temperatura que não é a favor da comunidade aquática. Como os Jogos Olímpicos vão ocorrer no nosso inverno, não teremos a lagoa a 30° e será um período em que a água não estará tão quente. Isso ajuda muito. Além disso, há a manutenção da Comlurb, com a limpeza dos 2,2 km² do espelho d’água; as obras de drenagem do entorno, que já foram executadas; a parceria com a Cedae, para eliminar a quantidade de esgoto que chega na lagoa acidentalmente ou não; o programa Sena Limpa, que está atuando justamente no Leblon e Ipanema, para eliminar aporte de esgoto que chega no Canal de Jardim de Alah e, consequentemente, na lagoa. Ou seja, as ações que a prefeitura já exerce hoje são devidas e nos deixa muito tranquilos para os Jogos.

A Lagoa Rodrigo de Freitas é regulamentada como uma Área de Proteção Permanente (APP) pela Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro, conforme artigo 463, de 2008, e tem seu espelho d’água tombado desde os anos 90, pelo Decreto Municipal nº 9.396, de 13 de junho. Além do sistema lagunar, abriga parques, quadras de esportes, rinque de patinação, heliporto, pista para caminhadas, ciclovia, sendo um dos maiores pontos turísticos da cidade e possuindo grande relevância paisagística.
 Autor: Juliana Romar / Fotos: Raphael Lima - Prefeitura-rj 




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