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12 de fev de 2015

Campanha de distribuição de preservativos no Carnaval




A Secretaria Municipal de Saúde e a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (Ceds) vão distribuir 1 milhão e 300 mil preservativos masculinos (300 mil a mais que em 2014), totalizando mais de 3 milhões distribuídos desde o início do ano, além de 30 mil sachês de gel lubrificante.


Intensificando a campanha "Aids não tem cara e não tem cura – use camisinha", os voluntários estarão posicionados nos principais blocos, festas, praias, bailes carnavalescos e desfiles das escolas de samba no Sambódromo para distribuição das camisinhas e material informativo.

Participarão da ação ex-alunas do Projeto Damas, que capacita e reinsere travestis e transexuais no mercado formal de trabalho. As equipes de distribuição estarão vestidas com camisas com mensagens contra diversas formas de discriminação. Os foliões também podem encontrar preservativos e materiais informativos nos displays instalados nas unidades de saúde do município do Rio.

O teste para detecção do HIV/AIDS, sífilis e hepatite pode ser feito nas Clínicas da Família. A maioria das doenças sexualmente transmissíveis (DST), quando adequadamente tratadas, pode ser curada. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais cedo começa o acompanhamento e o tratamento da pessoa infectada, interrompendo, assim, a cadeia de transmissão. O anonimato do resultado do teste é garantido.



O objetivo da campanha é desmistificar a ideia da existência de um perfil ou aparência que defina quem é soropositivo e quem não é, explica o coordenador especial da Diversidade Sexual e presidente da Comissão DST/AIDS do Conselho Municipal de Saúde da Prefeitura do Rio, Carlos Tufvesson:

Queremos conscientizar a população de que, na verdade, toda pessoa sexualmente ativa está sujeita à infecção pelo HIV ou outra doença sexualmente transmissível em caso de sexo desprotegido. Basta uma vez! A prevenção é uma responsabilidade de cada um de nós.

Segundo dados do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, há dez anos os jovens de 13 a 19 anos são o segmento populacional mais infectado pelo vírus HIV. Isto aponta para uma dificuldade das campanhas de conscientização em se comunicar com esta geração, que não vivenciou os primeiros anos da epidemia da AIDS. Entre 2001 e 2014, foram notificados 13.965 casos na cidade do Rio de Janeiro. A maior taxa de incidência encontra-se entre pessoas com idades de 20 a 40 anos, sendo maior entre o público masculino.

O Rio de Janeiro, que já foi eleito o melhor destino gay do mundo, também foi pioneiro no país na criação de lei que pune práticas discriminatórias contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs). A campanha "Rio Carnaval Sem Preconceito" acontecerá entre sexta-feira (13/02) e o sábado, 21/02. Denúncias de preconceito e discriminação em estabelecimentos comerciais devem ser enviadas para o e-mail cedsrio@gmail.com.

Nos principais pontos de concentração de foliões serão espalhados 50 galhardetes com mensagens contra a homofobia e orientando o cidadão a como agir caso sofra qualquer forma de preconceito, além de ventarolas com informações sobre a lei municipal 2475/96, que pune estabelecimentos comerciais e repartições públicas por discriminação por sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Prefeitura-rj





 

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