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13 de mar de 2016

Fotos de esculturas do Rio é destaque no calendário de exposições


Venha conhecer e ver as exposições gratuitas com fotografias em sépia de esculturas espalhadas pela cidade, gravuras de traços marcantes e imagens de jovens dançando o passinho são os destaques da programação de mostras em cartaz nos centros culturais e museus da rede municipal durante o mês de março.


Exposta no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas, em Santa Teresa, até 27 de março, a mostra Conversação exibe os cliques que o fotógrafo Aristides Corrêa Dutra fez de diversas esculturas localizadas em diversos pontos da cidade do Rio de Janeiro. Já no Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo, o artista Marcos Varela mostra suas gravuras da série Calungas.

O público da Penha também poderá conferir a exposição Passinho Carioca – O Registro de uma História, dos fotógrafos Douglas Jacó e Thiago de Paula, na Arena Carioca Dicró.

Programação :

80/80 – OITENTA PÔSTERS DOS ANOS 80 – Exposição de oitenta pôsters raros de bandas dos anos oitenta, que abrangem alguns dos principais gêneros musicais da década. O acervo, do DJ José Roberto Mahr, um dos pioneiros da cena eletrônica nacional, foi adquirido ao longo dos 30 anos de carreira. São verdadeiras obras de arte, algumas inéditas no país, que apresentam estilos desde art nouveau, construtivismo russo, como também alguns mais contemporâneos. De segunda a sexta-feira, das 13h às 22h, e sábados e domingos, das 10h às 22h, até 3 de abril. Imperator – Centro Cultural João Nogueira. Classificação: livre.

A RAZÃO INVERSA (DO QUADRADO DA DISTÂNCIA) POR FUSO COLETIVO – A arte como uma forma de comunicação e expressão A Razão Inversa (Do Quadrado da Distância), do Fuso Coletivo. Esta é a primeira das inúmeras formas de ocupação que o Imperator pretende trazer para o espaço. O objetivo é aumentar as possibilidades de artistas se expressarem, do público ter contato com eles, com o trabalho deles e com a arte de uma maneira geral. Atração e repulsão. Assim como a definição de magnetismo – que dá título à obra – o painel fotográfico apresentado pelo Fuso Coletivo lança um holofote sobre as discussões e desentendimentos tão pungentes no cenário político ideológico dos dias atuais. Assim como os painéis pintados no século passado para retratar grandes conflitos, a mostra apresenta o assunto como uma guerra, mas utiliza um humor sarcástico para provocar e instigar o público, sugerindo uma reflexão sobre nossa incapacidade em lidar com as diferenças. Na galeria de acesso ao Imperator – Centro Cultural João Nogueira. Classificação: livre.



CONVERSAÇÃO – Exposição de fotografias em sépia que estabelece uma espécie de diálogo, ou conversação, entre esculturas e seu entorno. Como fantasmagorias de pedra ou de bronze, as estátuas olham, ouvem, caminham, contemplam, interagem e se apropriam de um espaço público que as fantasmagorias de carne e osso parecem ignorar ou desconhecer. Vivemos em um mundo cada vez mais acelerado e conectado ao virtual, onde a relação com o real corre o risco de se tornar um mero luxo nostálgico. Mais do que um simples registro do visível, a fotografia de Corrêa Dutra propõe um recorte do olhar, um vislumbre do detalhe, como uma espécie de nostalgia do presente imediato. Curadoria de André Sheik. De terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Até 27 de março. Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas. Classificação: livre.

CALUNGAS – Exposição de Marcos varela que apresenta parte das gravuras da série Calungas, desenvolvidas a partir de 2013. Entre os vários significados desta palavra, além de bonecos do maracatu nordestino, encontramos também: "pessoas de tamanho reduzido, pessoas pequenas e por extensão, pessoas não importantes". O título Calungas remete tanto às pequenas dimensões das xilogravuras como às figuras, que são traçadas em gestos expressivos e precisos, onde o insólito se revela de maneira direta e sintética. Curadoria de Eliane Santos. De 6 a 31 de março. De terça a domingo, das 10h às 19h. Grátis. Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo. Classificação: livre.

FERNANDO LINDOTE: TRAIR MACUNAÍMA E AVACALHAR O PAPAGAIO – Por meio da trajetória do gaúcho Fernando Lindote, a exposição com cerca de 180 obras explora o constante procedimento mórfico experimentado pelo artista. As distorções, deformações e transformações que compõem o processo de constante metamorfose das linguagens estão presentes em toda a trajetória de Fernando Lindote. Com curadoria de Paulo Herkenhoff e cocuradoria de Clarissa Diniz e Leno Veras, a exposição, composta por quatro núcleos, traz desenhos, ilustrações, pinturas e esculturas do acervo e autoria de Lindote – incluindo obras criadas exclusivamente para a exposição no MAR – e também assinadas por outros artistas, como J. Carlos, Albert Eckhout, Victor Brecheret, Maria Martins, Glauco Rodrigues, Walmor Corrêa, Rivane Neueschwander além de obras, objetos, impressos e documentos. O ponto de partida da mostra é o início da experiência de Lindote como aluno do cartunista Renato Canini – principal ilustrador brasileiro do Zé Carioca, o papagaio da Disney. A ave com as cores do Brasil – criada em 1942, quando os Estados Unidos buscavam ampliar o poder simbólico de políticas culturais e de diplomacia com a América do Sul – foi muito importante na carreira de Lindote e permeia até hoje sua obra, sendo constantemente revisitada e reinventada, assim como outros personagens estrangeiros com forte entrada na América Latina. De terça-feira a domingo, das 10h às 17h. Até 3 de abril. R$ 10 (terças-feiras com entrada gratuita). Bilhete Único dos Museus (MAR + Museu do Amanhã) R$ 16. Museu de Arte do Rio – MAR.

MÁQUINA DE DESENHAR – Uma Máquina de Desenhar traquitana mirabolante que serve para criar pinturas coletivas. A cada vez oito pessoas do público são convidadas a usar esta estranha engenhoca puxando cordas e abrindo e fechando o registro das diferentes cores, fazendo surgir uma pintura inesperada, fruto da combinação dos diferentes autores. Ao final as pessoas podem levar a pintura para casa. Produção de Gabriela Duvivier. Coordenador das atividades com a Máquina de Desenhar: Michel Groisman. Montagem e desmontagem: Michel Groisman e Sung Pyo Hong. Dias 5 de março, das 14h às 18h, e 19 de março, das 18h às 18h. Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. Classificação: livre.

NÓ NA MADEIRA – Exposição permanente de fotos, discografia interativa em TV e objetos pessoais sobre João Nogueira, que homenageia a vida e obra desse grande artista. A exposição pode ser vista de segunda a sexta-feira, das 13h às 22h, e de sábado a domingo, das 10h às 22h, no térreo do Centro Cultural. Imperator – Centro Cultural João Nogueira. Classificação: livre.

NADA ACABARÁ, NADA AINDA COMEÇOU – O artista Raul Leal utiliza na exposição material ligado a eventos músicais ocorridos no Palácio do Catete e no país, tendo a figura de Nair de Teffé como fio condutor. Traçando paralelos entre esses eventos, criando atritos e conexões, a mostra não pretende exibir respostas, mas sim criar perguntas e questionamentos. Serão apresentados trabalhos em pintura, texto e vídeo formando uma instalação que ocupará todo o espaço da galeria do Centro Cultural. A mostra pode ser vista de terça a domingo, das 10h às 18h, até 3 de abril. Centro da Música Carioca Artur da Távola. Classificação: livre.

O POEMA INFINITO DE WLADEMIR DIAS-PINO – Com curadoria de Evandro Salles, a mostra reúne mais de 800 peças entre livros, cartazes, objetos, fotografias, desenhos, vídeos e instalações para contar a história de quase 90 anos de Wlademir Dias-Pino – seus diversos focos de trabalho, a atuação política na fundação da Universidade da Selva (hoje Universidade Federal do Mato Grosso) e a intensa atividade como teórico do design e programador visual. A exposição toma como eixo central quatro poemas: O dia da cidade, Ave, Solida e Numéricos. No primeiro, o artista conecta os versos a linhas, descreve pontos de Cuiabá – centro geodésico da América do Sul – e forma um grande mapa, já trazendo para a arte questões relacionadas à cartografia. No segundo poema, páginas transparentes e palavras soltas apresentam diversas possibilidades de leituras, enquanto o terceiro, Solida, se apropria da ambiguidade entre as palavras solidão e sólida para convidar o leitor a dar corpo ao poema através da manipulação das páginas do livro. Já o último é uma brincadeira que associa palavras a números, gerando poesia a partir de formulações aritméticas, numa crítica à toda ideia de inspiração do artista. De terça-feira a domingo, das 10h às 17h. Até 5 de junho. R$ 10 (terças-feiras com entrada gratuita). Bilhete Único dos Museus (MAR + Museu do Amanhã) R$ 16. Museu de Arte do Rio – MAR.

PASSINHO CARIOCA – O REGISTRO DE UMA HISTÓRIA – A exposição fotográfica "Passinho Carioca - o registro de uma história", traz ao público fotos de meninos e meninas das favelas do Rio de Janeiro que dançam e representam o "Passinho". Os registros foram feitos pelos fotógrafos Douglas Jacó e Thiago de Paula – ex-alunos do Curso de Fotografia da Central Única das Favelas (CUFA)'. Curadoria do fotógrafo e professor Lucas Andrade. Abertura no dia 19 de fevereiro. De terça a sexta, das 13h às 21h, e sábados, domingos e feriados, das 10h às 21h. Arena Carioca Carlos Roberto de Oliveira – Dicró. Classificação: livre.

PONTO P – Exposição coletiva, que reúne trabalhos de oito artistas brasileiros e estrangeiros, nas mais diversas linguagens artísticas: desenhos, instalações, fotografias e pinturas. Após a experiência realizada em julho de 2015 na Residência Echangeur 22 (Avignon, França), o projeto, que conta com o apoio da Aliança Francesa. Algumas das obras apresentadas na exposição partem do princípio de "site specific" - levam em consideração as condições, as limitações e as possibilidades que a arquitetura do espaço concede às instalações. Os trabalhos apresentados compartilharão o interesse pelo que é "profundamente humano", pelo privado e pelo público. De 18 de março a 8 de maio. De terça-feira a domingo, das 10h às 18h. Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho (Castelinho do Flamengo). Classificação: livre.

RIO SETECENTISTA, QUANDO O RIO VIROU CAPITAL – Exposição que traça um panorama das transformações ocorridas durante o século 18, época em que cidade se tornou a capital do Vice-Reino do Brasil (1763). Com curadoria de Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira, Anna Maria Fausto Monteiro de Carvalho, Margareth da Silva Pereira e Paulo Herkenhoff, a mostra comemora os 450 anos da fundação do Rio propondo um trajeto visual para adentrar esse século de sua história. A descoberta das minas de ouro no país, as invasões francesas, a execução de Tiradentes são momentos fortes desse processo e estarão retratados na exposição. São cerca de 700 peças – incluindo vasta documentação, objetos da época, ilustrações, pinturas, artefatos religiosos e obras de arte contemporânea – de artistas anônimos e aclamados como Mestre Valentim, Adriana Varejão, Guignard, Augusto Malta, Vasco Araújo, Pierre Verger, Carlos Julião, Rugendas e Debret, entre outros. De terça-feira a domingo, das 12h às 19h. Até 8 de maio de 2016. R$ 10 (terças-feiras com entrada gratuita). Bilhete Único dos Museus (MAR + Museu do Amanhã) R$ 16. Museu de Arte do Rio – MAR.

Prefeitura-rj

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